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CENTENÁRIO DO POETINHA (VINICIUS DE MORAES

Autoria do  Quadrinho: BrunoAziz

19 de outubro de 2013 é o dia do CENTENÁRIO de Vinicius de Moraes, homem singular, poeta, escritor, diplomata, compositor, cantor, músico, boêmio, dramaturgo, mulherengo, enfim, um homem com muitas facetas. “Único poeta com vida de poeta”, como disse Carlos Drummond de Andrade. Vinicius gostava de ser chamado de “poetinha” e gostava de usar o sempre o diminutivo. É autor, junto com Tom Jobim, da música brasileira mais executada em todo o mundo (Garota de Ipanema), uma das 10 (dez) mais executadas de todos os tempos. Foi parceiro musical, além de Tom, de Chico Buarque, Toquinho, Baden Powell, Antonio Maria, Carlos Lyra, Pixinguinha, dentre outros. Fez shows por todo o Brasil. Casou nove vezes, amou centenas de mulheres, todas intensamente (relações “eternas” enquanto duraram). Enxugou piscinas olímpicas de whisky, chegando a considerar o “whisky o melhor amigo do homem” (lembrando a garrafa do escocês Back&White, que ilustra dois cachorros no rótulo). Curtiu a vida adoidado, sendo chamado até mesmo do “Imprudente de Moraes” (em comparação a Prudente de Moraes, ex-Presidente da República). É autor de poemas clássicos da literatura brasileira, como ‘Soneto de Fidelidade’, ‘Operário em Construção’, Pela luz dos Olhos teus’, ‘Poética’, ‘Dialética’, ‘A Felicidade’, ‘Soneto do Amor Total’, dentre outros. Vinicius faleceu em 09 de julho de 1980, deixando o país e os bares mais tristes.

Para conhecer a vida de Vinicius, a melhor biografia é “Vinicius de Morais, o Poeta da Paixão’, de José  Castelo, que ganhou o prêmio Jabuti de Ensaio e Biografia em 1995, contendo um retrato completo de um homem que encantou seus semelhantes, apaixonou-se além dos limites e procurou passar a vida em estado de poesia.

TOM JOBIM E VINICIUS DE MORAES: GAROTA DE IPANEMA

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LINCOLN

Lincoln

A biografia “Lincoln”, de Dóris Kearns Goodwin, que inspirou o filme de Steven Spielberg, é um fantástico livro que relata o político e o humano na figura do décimo sexto presidente americano. A edição americana é intitulada por “Um Time de Rivais”, devido ao fato de Lincoln ter colocado no ministério os seus principais adversários dentro e fora do Partido Republicano.

O livro mostra como Lincoln, surgido praticamente do nada – um advogado interiorano que tinha feito um fraco mandato como deputado e perdido duas eleições para o Senado – conseguiu derrotar grandes da política americana, para se tornar o maior presidente americano, garantindo a união dos EUA e libertando os escravos.

A obra revela a habilidade política de Lincoln na montagem de um ministério repleto de rivais, mas extremamente preparado e competente. A guerra civil e os sofrimentos pessoais que o Presidente passou (especialmente a morte de um filho em plena Casa Branca), revelam a superação do homem de Illinois, expondo ainda os bastidores que levaram Lincoln a libertar os escravos e manter a união americana.

É exposta também a evolução do pensamento de Lincoln, findando por proclamar a abolição dos escravos e permitir, por exemplo, que pela primeira vez negros fossem convidados e discursassem na Casa Branca. Por fim, a enorme cultura e popularidade do Presidente, e o seu assassinato no Teatro Ford, em Washington, quando assistia uma peça no camarote presidencial. Seu cortejo fúnebre reunia mais de 200 mil pessoas. Lincoln sairia da vida e entraria na história: “o nome de nenhum homem brilharia mais forte na história que o de Abraham Lincoln”.

O livro é bem escrito, ótimo para que gosta de história, biografia e política.

Estranhei apenas o fato da edição brasileira ser um terço do tamanho da edição americana, o que é uma lástima, já que a escrita é primorosa e a história muito interessante.

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Trechos que grifei:

 “Quando precisava de uma correspondência em particular, Lincoln tinha de vasculhar pilhas desordenadas de papéis, inspecionando como último recurso o interior do forro do seu velho chapéu, onde tinha o hábito de colocar provisoriamente cartas ou bilhetes “(pág. 12)
“Reluto em encerrar este discurso. Não somos inimigos, mas amigos. Não devemos ser inimigos. Embora as paixões possam ter esgaçado nossos laços de afeto, elas não devem desfazê-los. Os místicos acordes da memória, que se estendem a partir de cada campo de batalha e túmulo de patriota, até cada ser vivo e cada lar, por todo este vasto país, ainda irão se unir ao coro da União, quando novamente serão tocados, como sem dúvida serão pelos melhores anjos de nossa natureza” (Pág. 111)
Às cinco horas da tarde do dia 20 de fevereiro, uma quinta-feira, Willie faleceu. Minutos depois, Lincoln irrompeu no escritório de Nicolai. ‘Bem, Nicolai’, disse, ‘meu menino se foi – ele realmente se foi’. Lincoln começou a soluçar.” (Pág. 163)
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  • Público Sugerido: Quem aprecia biografia e política
  • Pontos Positivos: Escrita envolvente
  • Pontos Negativos: A versão em português é bastante condensada.
  • Nota (1 a 5): 5

Trailer do Filme: televisie2