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O YARK

 

 

Logo que vi a capa relembrei de um belíssimo filme que assisti na infância: “História Sem Fim” .

No início da leitura o Yark parece um monstro bastante assustador, nas primeiras linhas é narrada minuciosamente a maneira como ele devora as frágeis criancinhas.

Alguns possuem intolerância à lactose, outras ao glúten, mas o Yark possui intolerância aos meninos malcomportados. O livro adentra na sua incessante busca por “refeições” digeríveis, saudáveis, ou seja, as crianças boazinhas.

“As pessoas mais gentis são sempre as primeiras a ser devoradas” (pág. 16)

Na busca ele viaja para França, Londres, sempre procurando criancinhas para devorar.

Eis que ele conhece Madeleine, uma doce menininha que através do seu amor irá transformar a vida deste monstro tão assustador .

Uma leitura deliciosa, engraçada e que traz uma lição do poder transformador da amizade e do  amor.

 

Site da editora : Editora Zahar

Ficha Técnica

Assunto: infantojuvenil
Tradutor: Joana Angélica d´Avila Melo
80 páginas
14x19cm
1ª edição
ISBN 9788566642421

Resenha elabora por: Carol 

Instagram @livros_e_leitura

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ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

   EDIÇÃO COMEMORATIVA ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

 

A Editora Zahar, em comemoração dos 150 anos do clássico que revolucionou gerações e até hoje encanta crianças, jovens e adultos, lançou uma edição comemorativa de luxo. A lombada é de tecido, a capa é dura, as ilustrações criadas pela renomada e premiada Adriana Pelino são de encher os olhos.

O que achei mais interessante foi a genial ideia de incorporar dois títulos em um só volume.

De um lado “Aventuras de Alice no País das Maravilhas”…

 

e é só virar o livro que o leitor se depara com “Através do Espelho e o Que Alice Encontrou por lá”

Um clássico mundial que adorei reler após tantos anos. Quando era criança li aqueles livrinhos mais resumidos, pequenos, cheios de gravuras. A figura de Alice, junto com seus personagens nada normais,  me levavam para além do mundo da imaginação.

Logo depois, com o lançamento do filme, onde a versão ganhou uma abordagem colorida, encantada,  engraçada,  o que guardei na memória e sempre associava era um mundo louco, colorido, onde tudo poderia acontecer. Tanto que até hoje quando alguém foge um pouco da realidade costuma-se dizer – “Está no mundo de ‘Alice no País das Maravilhas'”.

Agora relendo adentrei no âmago dos personagens, e percebi como muitos trechos, mesmo sendo escritos há 150 anos continuam atuais. Reparei mais nos diálogos e nas mensagens que os personagens transmitem.

O livro relata as aventuras de Alice, que após longas horas sentada na ribanceira ao lado da irmã, começa a ficar entediada, então ela resolve espiar um livro que estava lendo, sem muito interesse, pensando: “de que serve um livro, sem figuras e sem diálogos” . Já analiso o pensamento de Alice, ela estava precisando de aventuras, reais – ou não – para acender o gosto pela leitura (sem figuras).

Logo após passa correndo por ela um Coelho Branco, resmungando “estou atrasado, estou atrasado”. E foi aí que toda aventura iniciou, Alice instigada com os trajes do coelho, começou a persegui-lo.

Durante a aventura ela descobriu a poção mágica de crescimento, que tanto encolhia, como diminuía, encontrou uma lagarta fumadora de narguilé que lhe deu vários conselhos, cantou junto com uma tartaruga e um grifo, conheceu um sábio chapeleiro maluco, se surpreendeu com um gato cheio de artimanhas que desaparecia misteriosamente, desafiou a duquesa tentando argumentar de forma racional e ingênua todos os questionamentos. Enfim, a cada instante ela se depara com situações surreais.

Após vivenciar várias aventuras ela sente saudades de casa e deseja retornar para sua rotina…e só mergulhando nesta colorida, cômica e grande aventura, o leitor irá descobrir o caminho tomado pela pequena grande Alice.

A leitura flui deliciosamente, e ao longo das aventuras extraí várias passagens reflexivas.

Eis os trechos:

“Se cada um cuidasse de sua vida, o mundo giraria bem mais depressa” (pág.69)

“Explicações tomam um tempo medonho” (pág.177)

“Tudo tem uma moral, é questão de saber encontrá-la” (pág.101)

“Oh, é o amor, é o amor que faz o mundo girar. Alguém disse, Alice murmurou, “que ele gira quando cada um trata do que é da sua conta” (pág.103)

“Que isto lhe sirva de lição, nunca perca a sua calma!’ (pág.43)

“Como gostaria que as criaturas não se ofendessem tão facilmente!” (pág.60)

“Devia aprender a não fazer comentários pessoais, disse Alice com alguma severidade, “é muito indelicado.” (pág. 79)

“Se você conhecesse o Tempo tão bem como eu, disse o Chapeleiro, falaria dele com mais respeito” (pág. 81)

Sem dúvida alguma um verdadeiro presente para os fãs de Alice, bem como todas as crianças, jovens e adultos. Uma versão limitada e muito caprichada.

Segue algumas das belas ilustrações do livro:

Site da editora : Editora Zahar

 

Resenha elabora por: Carol 

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