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MAIS MÚSICAS PARA ESCUTAR LENDO

Um dos Posts mais acessados do Blog : “Músicas Para Escutar Lendo”.

Eis mais algumas músicas deliciosas para te acompanhar no mundo dos livros e leitura.

Para quem possui Spotify, elaborei uma Playlist especialmente para leitura. Estou sempre atualizando, é só seguir, pegar um bom livro e deixar se levar…

Segue o LINK:

MÚSICAS PARA LEITURA por Carol Stein

 

1. Not About Angels – Birdy

Birdy é suave, é relaxxxx… Essa foi uma das músicas escolhidas para trilha sonora do filme “A Culpa é das Estrelas”

2. Young And Beautiful – Lana Del Rey

Lana Del Rey é incrível! Suas músicas são relaxantes e inspiradoras. E que voz!

 

3. Shame – Ciaran Lavery

Uma voz rouca, suave…para ler e talvez até adormecer ZzzzZZZZZ

 

4. The Civil Wars – Poison & Wine

Ler, suspirar….delícia de música.

 

5. Enya – Playlist

Já recomendei Enya, um estilo musical que adoro para ler: música celta. Agora uma playlist de mais de uma hora para você terminar um livro inteiro…AHuMMMMM

 

6. Streets Of Philadelphia – Bruce Springsteen

Uma bem conhecida, clássica.

7. Like I´m Gonna Lose You ft. John Legend – Meghan Trainor

Meghan Trainor sempre surpreende com lindas canções.

 

8. Send My Love (To Your New Lover) – Adele

Minha música preferida do momento, é relaxante, porém confesso que largo o livro e vou cantar.

 

9. Boston – Augustana

Uma voz suave e calma combina com livros e leitura.

 

10. Afire Love – Ed Sheeran

Não poderia faltar Ed Sheeran, um dos meus preferidos para relaxar e ler.

 

11. XO – John Mayer

Mais um excelente cantor para escutar lendo : John Mayer

12. Gravity – Sara Bareilles

Sou fã de Sara Bareilles 🙂

 

Espero que tenham gostado da seleção.

Dois universos que quando associados me levam para outros horizontes: música + leitura.

  Carol 🙂
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O MENINO DE PIJAMA

Belíssima, poética e encantadora resenha do livro “O Menino de Pijama” elaborada por Félix Araújo Filho, advogado consagrado, jurista respeitado, acima de tudo, amante da literatura e dos livros.

“O Menino De Pijama”: A liberdade de sonhar juntos
                                Félix Araujo Filho*
 
Esta é uma história de sobreposição de sonho e realidade, escrita a quatro mãos. Filho e pai – Gabriel Thel Steinmuller Farias e Thélio Queiroz de Farias – fundem-se num mesmo hemisfério ficcional e se fazem um para vivenciar, imaginar e narrar o que, numa manhã de verão, eclode, surpreende, emociona e os leva àquelas dimensões que só interessam a quem não recusa a fascinante experiência da criação. “O menino de Pijama” nasce, pois, da liberdade de sonhar juntos.
 
No livro, um menino acorda e, de pijama, resolver aventurar-se na praia. A vestimenta, conquanto inadequada ao ambiente real, adéqua-se a outras coordenadas do encontrar-se, do descobrir-se. O pijama, portanto, protagoniza um elemento referencial de antagonismo à convencionalidade. É base para o desenvolvimento do enredo a sugerir, de algum modo, rompimento com o formalismo nímio que, até entre siris e sargaços, não se contém e se pronuncia para prescrever normas inservíveis.
   
O pijama, como o próprio personagem/autor explica, “para não interromper os sonhos”, presta-se não só para dormir, mas para não acordar. É a indumentária de transgredir o comum para prosseguir sonhando e navegar nos seus sonhos. Este, aliás, o primordial compromisso com o fazer literário ficcional, que em Gabriel Thel Steinmuller Farias parece despertar bem cedo, alvorejando à beira beira-mar, entre ondas matinais e espumas brancas em que sorriem cristais de sol. Nesse mister, o jovem escritor mostra-se indiferente aos que não sabem sobre os outros que sonham. Decidido, projeta-se no menino de pijama e flutua, “de roupa e tudo”, na sua fração de mar para então mergulhar nas artes da palavra. Sem embaraços  ou hesitações, livre, fiel ao seu tempo e experimentações, dialoga com catedrais de areia, azuis atlânticos, ardilosos vendedores de picolé, madames com suas insolências dominicais e outras acidentalidades comuns à costa tropical de um valioso universo criativo.   
 
A Thélio Queiroz de Farias coube, por assim dizer, o encalço estenográfico da sucessão das cenas protagonizadas por Gabriel, de modo a possibilitar fossem convertidas em páginas de uma manhã. É certo que capturou tudo com a caneta paternal. Entretanto, fê-lo ao rigor de uma visada serena e equidistante entre o narrador/observador e o objeto da narrativa, acentuando impressões segundo seletivas e mediadoras intervenções no corpo textual. A Gabriel deve-se a centralidade da obra que ele compõe percorrendo, alternadamente, as faces do triedro realidade-representação-criação, com a espontaneidade lúdica de suas aspirações e mediante a sobreimpressão personagem/autor.
 
Assim, compreende-se a tessitura compartilhada dos componentes temático e formais da narrativa em foco. E aqui, há que se dar uma nota muito especial: a que confere méritos à tutela consciente e construtiva do estímulo literário àqueles cujas asas, embora ainda no ninho, já ruflam prognósticos para os altos voos.
 
“O menino de Pijama” não é um livro sobre folguedos feriais. É – isto sim! – uma primorosa, alegre e sutil reflexão sobre o quanto nos pode enternecer a beleza em volta. Fala-se, aqui, da beleza que, de súbito, contagia e, indelével, invade a alma com a luz de certa aurora arrebatadora, mas que só se absorve e compreende quando a perspectiva dos sentidos é o horizonte da liberdade de ser. É como molhar-se de pijama; como ir para além dos padrões e fazer dessa liberdade a vestimenta de despertar irreverentemente feliz. É um livro para infâncias totalizadas em almas que as têm ou que ainda poderão tê-las.
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* Advogado  e  professor

VENDAS: Envie um e-mail para livros_e_leitura@hotmail.com OU deixe um comentário com seu e-mail que entraremos em contato OU  vendas na Livraria Nobel da Cidade de Campina Grande.

Em breve também teremos vendas através da internet.