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A PONTE

A PONTE

No início da década de 1960, na ponte Edmund Pettus, cidade de Selma, Alabama, começava o Movimento dos Direitos Civis liderados por negros americanos, dentre eles um orador fantástico que se chamava Martin Luther King Junior.

Barack Hussein Obama é, no dizer do biógrafo David Remnick, o último passo para a igualdade de raça dos negros norte-americanos, Barack  “é o que vem no final da ponte de Selma”. Filho de um pastor de cabras no Quênia, na África (seu pai tinha o mesmo nome Barack Hussein Obama), tinha como avô paterno um cozinheiro negro dos ingleses que exploravam o Quênia. Sua mãe era do tradicional e conservador Estado do Kansas, um dos mais racistas dos EUA. Seus pais se encontraram no Estado do Havaí, no meio do Oceano Pacífico. Se encontraram na universidade local, se apaixonaram e tiveram um filho. O pai logo deixou a mãe para estudar e depois retornar ao continente africano. A mãe depois se casou com um mulçumano da Indonésia, onde Barack residiu na infância. Depois voltou para estudar no Hawai, sob cuidado dos avós maternos, estudando nas melhores escolas, findando por se bacharelar em Direito pela prestigiada Universidade de Havard. Brilhou na faculdade, foi o primeiro negro a presidir a revista da elitista faculdade. Recebeu convites dos melhores escritórios de advocacia dos EUA. Optou por ser organizador comunitário em Chicago, onde também advogou e seu apaixonou por uma colega igualmente brilhante – Michelle Robisson, também formada por Havard. Michele era contra a entrada dele na política, mas não segurou o ímpeto de Obama. Foi eleito Senador Estadual de Illinois. Exerceu o cargo por pouco mais de 3 anos. Elegeu-se Senador dos EUA. Novato do Senador americano e na política, surpreendeu o mundo e sua adversaria Hillary Clinton, vencendo as primárias do Partido Democrata americano. Com o lema “Yes, We can”, semeou esperança e venceu as eleições, tornando-se o primeiro negro a presidir os EUA.

O nome do livro, além de ser uma metáfora do evento histórico da ponte de Selma, no Alabama, reflete a personalidade conciliadora de Obama, que é uma ponte entre os negros e os brancos, entre os pobres e os ricos e, principalmente, entre o ceticismo e a esperança (um dos livros de Obama chama-se “A Audácia da Esperança”)

Gif livro

Trechos que grifei:

 “Sua confiança em si mesmo – e sua paz consigo mesmo – transparecia de uma forma que é impossível fingir. A gente está sob tanta pressão que não dá para adotar uma persona.”  (Pág. 595)
“Chegaram até a discutir se viveriam para ver a eleição de um presidente negro – e concluiram que isso simplesmente não seria possível.” (Pág. 96)
A própria voz da humildade na vida de Obama era a esposa.” (Pág. 478)
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  • Público Sugerido: Quem gosta de história, biografia e política.
  • Pontos Positivos: Escrita clara e pesquisa profunda.
  • Pontos Negativos: Nenhum
  • Nota (1 a 5): 5

 

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