0

O MENINO DE PIJAMA

Belíssima, poética e encantadora resenha do livro “O Menino de Pijama” elaborada por Félix Araújo Filho, advogado consagrado, jurista respeitado, acima de tudo, amante da literatura e dos livros.

“O Menino De Pijama”: A liberdade de sonhar juntos
                                Félix Araujo Filho*
 
Esta é uma história de sobreposição de sonho e realidade, escrita a quatro mãos. Filho e pai – Gabriel Thel Steinmuller Farias e Thélio Queiroz de Farias – fundem-se num mesmo hemisfério ficcional e se fazem um para vivenciar, imaginar e narrar o que, numa manhã de verão, eclode, surpreende, emociona e os leva àquelas dimensões que só interessam a quem não recusa a fascinante experiência da criação. “O menino de Pijama” nasce, pois, da liberdade de sonhar juntos.
 
No livro, um menino acorda e, de pijama, resolver aventurar-se na praia. A vestimenta, conquanto inadequada ao ambiente real, adéqua-se a outras coordenadas do encontrar-se, do descobrir-se. O pijama, portanto, protagoniza um elemento referencial de antagonismo à convencionalidade. É base para o desenvolvimento do enredo a sugerir, de algum modo, rompimento com o formalismo nímio que, até entre siris e sargaços, não se contém e se pronuncia para prescrever normas inservíveis.
   
O pijama, como o próprio personagem/autor explica, “para não interromper os sonhos”, presta-se não só para dormir, mas para não acordar. É a indumentária de transgredir o comum para prosseguir sonhando e navegar nos seus sonhos. Este, aliás, o primordial compromisso com o fazer literário ficcional, que em Gabriel Thel Steinmuller Farias parece despertar bem cedo, alvorejando à beira beira-mar, entre ondas matinais e espumas brancas em que sorriem cristais de sol. Nesse mister, o jovem escritor mostra-se indiferente aos que não sabem sobre os outros que sonham. Decidido, projeta-se no menino de pijama e flutua, “de roupa e tudo”, na sua fração de mar para então mergulhar nas artes da palavra. Sem embaraços  ou hesitações, livre, fiel ao seu tempo e experimentações, dialoga com catedrais de areia, azuis atlânticos, ardilosos vendedores de picolé, madames com suas insolências dominicais e outras acidentalidades comuns à costa tropical de um valioso universo criativo.   
 
A Thélio Queiroz de Farias coube, por assim dizer, o encalço estenográfico da sucessão das cenas protagonizadas por Gabriel, de modo a possibilitar fossem convertidas em páginas de uma manhã. É certo que capturou tudo com a caneta paternal. Entretanto, fê-lo ao rigor de uma visada serena e equidistante entre o narrador/observador e o objeto da narrativa, acentuando impressões segundo seletivas e mediadoras intervenções no corpo textual. A Gabriel deve-se a centralidade da obra que ele compõe percorrendo, alternadamente, as faces do triedro realidade-representação-criação, com a espontaneidade lúdica de suas aspirações e mediante a sobreimpressão personagem/autor.
 
Assim, compreende-se a tessitura compartilhada dos componentes temático e formais da narrativa em foco. E aqui, há que se dar uma nota muito especial: a que confere méritos à tutela consciente e construtiva do estímulo literário àqueles cujas asas, embora ainda no ninho, já ruflam prognósticos para os altos voos.
 
“O menino de Pijama” não é um livro sobre folguedos feriais. É – isto sim! – uma primorosa, alegre e sutil reflexão sobre o quanto nos pode enternecer a beleza em volta. Fala-se, aqui, da beleza que, de súbito, contagia e, indelével, invade a alma com a luz de certa aurora arrebatadora, mas que só se absorve e compreende quando a perspectiva dos sentidos é o horizonte da liberdade de ser. É como molhar-se de pijama; como ir para além dos padrões e fazer dessa liberdade a vestimenta de despertar irreverentemente feliz. É um livro para infâncias totalizadas em almas que as têm ou que ainda poderão tê-las.
___________________
* Advogado  e  professor

VENDAS: Envie um e-mail para livros_e_leitura@hotmail.com OU deixe um comentário com seu e-mail que entraremos em contato OU  vendas na Livraria Nobel da Cidade de Campina Grande.

Em breve também teremos vendas através da internet.

Anúncios
0

Book do Dia : A Balada de Adam Henry

 

O mais novo livro do britânico Ian McEwan: A Balada de Adam Henry.

A personagem principal é a Juíza Fiona Maye, do Tribunal de Família de Londres, envolta de casos complexos e conflitos entre religião e direito, que, ao mesmo tempo, enfrenta um casamento em declínio.

Assim, Fiona é um personagem que usa sua racionalidade para organizar a vida alheia — mas que não consegue resolver seus próprios conflitos. No caso que dá tema ao livro, entra em conflito a vontade de um hospital de fazer transfusão, e a vontade dele e dos pais no sentido de não autorizar, com base na convicção religiosa (eles são Testemunhas de Jeová). Numa virada da trama, a juíza vai a um quarto de hospital encontrar Adam Henry a fim de clarear seu julgamento sobre o caso. Nesse encontro, ela recita um poema de W. B. Yeats para o jovem, que a partir daquilo começa a questionar suas crenças e depois compõe uma balada — daí o título do romance. O debate no Tribunal, os casos jurídicos e o desenrolar da trama, tornam a leitura do empolgante.

O livro foi aclamado da seguinte forma pelo Washington Post: “Um romance notável de um dos maiores escritores da atualidade”.

 

0

LEITURAS SETEMBRO e OUTUBRO

Olá leitores!

Juntei dois meses e eis minhas últimas leituras.

No início do ano lancei o Projeto 100 Livros em um ano, já estamos quase no final do ano e ainda estou no livro 54. Espero acelerar o ritmo da leitura, para isso preciso abdicar de algumas redes sociais que sugam meu tempo. Mas vamos lá! Vamos ler!

 

LIVRO 48

 

O livro é delicioso. Repleto de imagens e curiosidades sobre os Beatles. Um capítulo muito interessante traz toda a discografia da banda. É uma breve biografia, não é aquele tipo de leitura monótona com muitos dados e blás blás blás, é objetivo, resumido e breve. Sou fã incondicional da Banda, amo todas as músicas e amei a leitura. Recomendo para todos os fãs da boa música, dos Beatles e da leitura.

LIVRO 49

Um livro que já estava na minha fila há bastante tempo. Sherlock Holmes é um dos personagens mais conhecidos da literatura mundial, sendo assim, fiquei muito curiosa em conhecer a história do detetive escrito por outro autor que não fosse Conan Doyle.

Trata-se de uma série sobre o jovem Sherlock Holmes, além deste (primeiro) a série tem mais três volumes.

O autor explica que sempre adorou os livros de Conan Doyle, porém ele sempre abordou Sherlock  já na idade adulta, sendo assim ele resolveu criar uma série que retratasse Sherlock com 14 anos de idade, que explicasse como tudo começou, os primeiros mistérios desvendados, etc.

O jovem Sherlock vai passar as férias com o tio, e lá conhece seu tutor, que seu irmão contratou. Gostei muito do personagem do tutor de Sherlock – Amyus Crowe – , é ele que instiga o jovem a deduzir os mistérios. Também gostei do amigo dele Matthew.

A narrativa é leve, feita na terceira pessoa,  não é muito profundo, os personagens são cativantes. Adorei o contexto histórico situado na Inglaterra, século XIX, sou fã de livros descritos nesta áurea.

Eu adorei o livro. Li muitas críticas de pessoas comparando com o Sherlock de Conan Doyle, porém, não há comparação, é outro autor, outro estilo, outro contexto.

O público alvo são os jovens, e concordo, acho uma leitura bastante interessante para jovens leitores, mas também para jovens de alma também, como eu..rsrsrss

Irei ler todos os livros da série.

“Você pode deduzir quanto quiser, mas dedução é inútil sem conhecimento. Sua mente é como uma roca a girar eterna e inutilmente, até que sejam introduzidas as fibras e ela passe a produzir os fios. A informação é a base de todo pensamento racional. Busque-a. Procure-a com assiduidade. Encha o depósito de sua mente com tantos fatos quantos couberem nele. Não tente distinguir entre fatos importantes e triviais: todos são potencialmente importantes.”

 

LIVRO 50

“Livrarias atraem o tipo certo de gente”

Sou fascinada por livros que abordam o tema: livrarias.   A. J. Fikry é dono de uma pequena livraria na ilha ‘Alice Island’,  e é no ambiente entre livros e leitura que tudo se desenvolve. O carrancudo livreiro é surpreendido por uma encomenda que irá mudar a sua vida. Um romance leve, com doses de humor e mistério. A história é simples, singela, sem nada avassalador, sem picos de emoção, apenas um enredo leve e delicioso.  O livro não é denso, é bem compacto. A leitura flui rápido.

Quem ama os livros irá encontrar muitos diálogos e citações interessantes.

“Sei não, Izzie. Tô te falando. Livrarias atraem o tipo certo de gente. Gente boa, que nem o A.J. e a Amelia. E eu gosto de conversar sobre livros com pessoas que gostam de conversar sobre livros. Gosto de papel. Gosto da textura e gosto de sentir um livro no bolso. Gosto do cheiro de livro novo também.”

“Posso prometer livros e conversas e todo o meu coração”

“As coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente as que nos tocam aos quarenta, e vice-versa. Isso é verdade para livros e para a vida. 

“Às vezes os livros só nos encontram no momento certo.”

 

LIVRO 51

 

 

O livro é desenvolvido em dois tempos: passado e presente.

A primeira parte do livro – o passado – narra a história da personagem Sophie Lefèvre, onde o pano de fundo é a Primeira Guerra mundial. Após o marido ter ido para a guerra Sophie retorna para a pequena cidade de St Péronne no interior da França, que sofre com a ocupação dos alemães, e se vê obrigada a tomar conta do Hotel da família, onde todo o enredo se desenvolve.

A segunda parte do livro – o presente – apresenta a história de Liv Halston, uma viúva que mora em uma belíssima casa de vidro que foi construída pelo seu falecido marido. As duas histórias se entrelaçam, e no meio do enredo os fios vão se desvendando e conectando. Gostei da maneira que a autora entrelaça as duas histórias, bem como o desfecho.

Sou suspeita pois adoro livros que são narrados tendo como tema a guerra mundial.  Algumas lições que são transmitidas na trama: sempre manter a perseverança e a fé.

Já li três livros da autora, gostei de todos, é uma autora que consegue prender minha atenção.

 

LIVRO 52

 

 

A promessa do livro é prender o leitor do início ao fim….mas não aconteceu comigo. A propaganda do livro é comparar o autor a Harlan Coben, por isso me interessei e comprei.

O personagem principal, Patrick,  está sendo vigiado por um motivo, e a partir daí toda a trama e consequências se desenvolvem.

Infelizmente não consegui finalizar ainda. Achei o enredo um pouco sem emoção, cansativo… Bom, muitos leitores gostaram, eu nem tanto.

 

LIVRO 53

Sou fã de Harlan Coben. Leio todos os livros. Pela capa o livro prometia ser o mais ambicioso e inteligente que o autor escreveu até hoje.

Os personagens principais são Jacob e Natalie. Eles se conhecem em um retiro e vivem um romance intenso. Inesperadamente Natalie rompe com Jacob e se casa com outro.

Após 6 anos Jacob descobre que o marido de Natalie faleceu, então suas esperanças se renovam e ele sai obstinadamente em busca de seu antigo amor. E então a trama se desenvolve e mistérios vão  sendo desvendados.

Tenho como parâmetro de comparação vários outros livros que já li do autor, e na minha opinião esse não foi um dos melhores. Não me empolguei muito. Mas continuarei lendo todos os títulos de Harlan Coben.

Dentre os meus preferidos do autor estão “Não Conte a Ninguém” e “Desaparecido Para Sempre”, estes sim, são sensacionais.

 

 LIVRO 53

 

Adoro as crônicas de Rubem Alves. Mais um livro delicioso do grande escritor. O livro é dividido em três partes: coisas que dão alegria, coisas do amor e coisas da alma.

 “O essencial é saber ver. Mas isso exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender. Procuro despir-me do que aprendi, procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos…” (Alberto Caeiro)

 

LIVRO 54

 

Tenho quase todos os livros da autora, adoro o estilo breve e intenso que ela escreve. Trata-se de uma coletânea das melhores crônicas da escritora que falam sobre amor-próprio, curtir a vida, família e outros afetos. Algumas crônicas eu já conhecia, outras ainda não. É o tipo de livro que leio em um fôlego só, pois as crônicas são breves, leves e não são cansativas.

 

 

 

Novembro chegou, e vou me dedicar ao máximo aos livros e leitura! Vamos LER!

 

Carol  😉

0

OS 13 PORQUÊS

os 13 treze porques thirteen reasons why jay asher

Clay Jensen é um adolescente como qualquer outro, que até duas semanas atrás, quando junto com colégio inteiro recebeu a notícia do trágico fim que Hannah Baker escolheu para si, vivia uma vida comum e tranquila. Isso está prestes a mudar quando, ao chegar da escola, depara-se com uma entrega um tanto inconveniente em seu nome: uma misteriosa caixa. A caixa continha sete fitas, de cada lado das sete, um número. Apenas a última só havia sido enumerada um lado, o número treze. O garoto descobre que as fitas não foram entregues por acaso, cada número representava uma pessoa, um motivo que levou a garota dos seus olhos a acabar com a própria vida- Clay é um deles-. Tomado pela curiosidade, confusão e desespero, ele embarca em uma viagem ao passado da vida de Hannah para descobrir qual foi enfim, sua contribuição para a morte da garota, e acaba se vendo obcecado por cada segredo, constrangimento e desilusão narrados nas fitas.

É assim que Jay Asher, autor da trama, que diz ter sido inspirada em uma visita ao museu, quando escutava os comentários narrados sobre as obras em um áudio-guia, deixa o leitor, curioso como se fizesse parte da história. O suspense é repartido em dois pontos de vistas, um narrado por Clay e o outro por Hannah.

Apesar de muito bem escrito, e possuir uma trama realmente bem elaborada e criativa, esperava mais dos motivos citados por Hannah. O autor deixou a desejar nesse aspecto. Talvez tenham sido postos desse modo por serem situações comuns e vivenciadas por adolescentes, tendo em vista que suicídios nessa faixa etária se tornaram tão comuns, principalmente nos EUA, tornando mais fácil uma identificação do leitor com o livro e fazendo-o refletir sobre certas atitudes e o modo como se relaciona e convive com as pessoas. Mas a “gravidade” dos acontecimentos definitivamente não é proporcional à consequência.

Em linhas gerais, o livro é muito bom. Me fez refletir sobre várias coisas, como acredito que fez a todos que o leram. Também achei interessante todo o comentário que é realizado pelo autor sobre sua obra ao final do livro.

Gif livro

Trechos que grifei:

 “Às vezes temos pensamentos que nem mesmo a gente entende. Pensamentos que nem são tão verdadeiros – que não são realmente como nos sentimos –, mas que ficam rondando nossa cabeça porque são interessantes de pensar.”
“Não há maneira melhor de explorar as emoções do que através dos versos.”
  • Público Sugerido: Jovens que gostam de suspense.
  • Pontos Positivos: Muito bem escrito, prende a atenção do leitor.
  • Pontos Negativos: O conteúdo das fitas não são “graves” o bastante para motivar um suicídio.
  • Nota:   4  (1 a 5) ****

Site Oficial do Livro

Site Oficial do Livro

http://www.thirteenreasonswhy.com/