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LEITURAS FEVEREIRO 2017

 

LIVRO 06

Depois de Auschwitz – Eva Schloss

Um dos temas constantes nas minhas leituras: II Guerra Mundial. Quem me acompanha sabe o fascínio que tenho sobre o assunto.

Sempre estou lendo algo relacionado ao tema. Em fevereiro de 2017 finalmente conheci Auschwitz, essa experiência merece um post exclusivo, já prometi aos seguidores e estou elaborando.

Confesso que após conhecer pessoalmente o campo de concentração Auschwitz parei um pouco de ler sobre o tema, pois logo as recordações do local aparecem e me entristeço.

Mas, vamos falar do livro, né?

Quem narra o livro é a irmã de Anne Frank.  Depois da guerra, Otto voltou para Holanda e começou a se relacionar com a mãe de Eva Schloss – uma relação que nasceu do sentimento de perda e do sofrimento de ambos.

“Em 25 de Julho, ele descobriu que tanto Margot como Anne tinham morrido. Ele encontrou duas irmãs que haviam estado com suas filhas no campo de concentração, e elas confirmaram o pior: Margot e Anne haviam morrido de tifo em Bergen-Belsen. Ele ficou totalmente devastado com a notícia – que naquele momento pareceu a sentença de sua própria morte.”

Diferente de Anne Frank, Eva sobreviveu, e neste livro ela descreve sua vida em meio ao terror que foi o holocausto, seus sofrimentos, suas perdas irreparáveis, sua tristeza diante de tanta injustiça.

O que me emocionou muito na leitura foi o fato de Eva ter nascido em Viena, na Áustria, terra de minha avó paterna. Ela descreve a cidade (que conheci) antes da guerra, e também no período sombrio da II Guerra Mundial. E uma frase dela me lembra claramente o comportamento de minha avó, que até hoje não desperdiça qualquer grão ou migalha de comida, e sempre me transmite essa lição. Quando eu passava minhas férias com ela na praia, no jantar muitas vezes ela colocava o resto do ovo do almoço dentro da sopa da noite, eu e meus primos tínhamos que comer dando graças.

“a verdade é que, depois de Auschwitz, detesto desperdiçar comida e nunca jogo nada fora; depois de comer um grão de açúcar do chão, você nunca trocará o nariz para sobras” (Eva Schloss)

O livro também possui fotografias da família na época da Guerra.

Uma história emocionante, triste e inspiradora.

E para finalizar, algo que sempre faço quando finalizo uma leitura sobre história verídica: procuro entrevistas no Youtube, documentários, etc.. Vou deixar o link de uma entrevista muito interessante com Eva Schloss. Link: Entrevista com Eva SchlossGif livro

“Muitas coisas mudaram desde o fim da Segunda Guerra Mundial, mas infelizmente o preconceito e a discriminação não mudaram”

“Apesar de todo o desespero, haverá sempre esperança. A vida é muito preciosa e bonita – e ninguém deve desperdiçá-la.

“Tudo que vocês fazem neste mundo deixa uma marca. Nada se perde. Tudo o que vocês fazem de bom vai prevalecer na vida das pessoas com quem vocês tiveram contato”

“Nada, jamais, poderá justificar as atrocidades que os nazista cometeram. Seus crimes são absolutamente imperdoáveis sempre”

“Sempre há esperança, e que as circunstâncias da vida sempre mudam – às vezes para melhor, outras para pior. Nada, nunca, permanece igual.”

LIVRO 07

Crônicas Para Ler Na Escola – Carlos Heitor Cony

Comecei a ler a coleção “Crônicas Para Ler na Escola” e não parei mais, descobri cronistas maravilhosos.

Uma boa crônica é como uma gostosa conversa com amigo, como descreve Marisa Lajolo na apresentação do livro:

“As 49 crônicas reunidas neste livro são como iluminações. Cintilações rápidas, elas fazem brilhar por instantes um episódio qualquer, cotidiano e corriqueiro. Um episódio que poderia fazer parte da vida de todo mundo.”

Carlos Heitor Cony é um cronista de mão cheia. E mais uma vez parafraseando Marisa Lajolo:

“Na crônica do cronista nasce a literatura, esta  incrível capacidade da linguagem humana de reunir pessoas a partir de palavras escritas e de abrir janelas para o mundo”
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“Um dos males de nossa época é a incomunicablidadade das pessoas…a densidade demográfica, os apartamentos, a violência urbana a rádio e mas tarde a TV ilharam cada indivíduo no casulo doméstico.”

“Tempo é dinheiro mas não se gasta o dinheiro, ele fica com a gente, pode-se aplicá-lo por aí e ele aumenta. Com o tempo é diferente. Gastando-o bem ou mal, ou mesmo não o gastando, ele só diminui, a cada minuto fica menos tempo.”

“escrever era coisa fabulosa. Melhor do que falar, porque quando se escreve é como se a gente falasse diversas vezes, primeiro consigo próprio, depois com os outros.”

“As minhas coisas ausentes/ se fizeram tão presentes/ como se nunca passaram”

“Com a internet, o mesmo jovem que comprava spray e arriscava levar um tom ao tentar sujar a parte mais alta de uma parede, descobriu que com menos esforço e com mais amplitude podia gravar e grafar suas mensagens, dar seus recados. Daí a realidade de hoje: nunca se escreveu tanto.”

LIVRO 08

Geração de Valor – Flávio Augusto da Silva

Folheei o livro em uma livraria e adorei o formato, são frases motivacionais inseridas em  criativas ilustrações.

A diagramação é excelente, de fácil leitura.

Ao ler percebi que ele é motivacional para quem tem o desejo de empreender um negócio. Apesar de meu interesse não ser este, eu gostei e li todo, extrai boas lições.

Fica até difícil extrair frases, pois a maioria possui uma ilustração criativa que a torna mais interessante.
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“Se falta de tempo realmente fosse uma justificativa par você não tirar os seus projetos do papel, momento os desocupados teriam sucesso”

“O reconhecimento da sociedade não altera a identidade dos verdadeiros campeões por uma razão simples: eles sabem que a sociedade é hipócrita.”

“mas viver com brilho, fazendo a diferença nessa sociedade de gente especialista em dar desculpas e sentir-se vítima das circunstâncias.”

LIVRO 09

Um Lugar na Janela 2 – Martha Medeiros

“Basta mencionar a palavra viagem para que todos em volta fiquem ouriçados”

Eu! Eu! Eu! EEEEuuuuuuuuU!!

Possuo duas paixões (além da família e amigos, clarooo) : ler e viajar, viajar na leitura, viajar na imaginação e viajar literalmente, conhecer novos locais, novas culturas, experimentar novos sabores, me perder em ruas nunca antes “navegadas”, aspirar o cheiro local, me inebriar com a história de cada canto e recanto do mundo.

“O que nos encanta, na verdade, é o confronto com nosso outro eu, aquela parte de nós que nunca se conformou com a vida em prisão domiciliar”

Sendo assim, toda leitura que trata do tema viagens me interessa, me acrescenta, me transporta para locais que já conheci e aumenta minha lista de lugares que quero conhecer.

Neste delicioso livro, Martha Medeiros descreve suas aventuras nos seguintes locais:

Londres/Tailândia e Camboja/ Cascais / México / Sicília / Miami / Rio de Janeiro / Uruguai / Sul da França / Nova York.

“E dessa droga ninguém deveria prescindir: o vício incurável pelo deslumbre”

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“Eu viajo para resistir à hostilidade humana, à crueza dos costumes, ao tique-taque insano dos relógios. Viajo porque sou consciente do quanto viver é difícil e porque não quero ser engolida pela descrença e pela desesperança. Viajo para celebrar a vida no que ela tem de mais sagrado: suas sutilezas, delicadezas, instantes mágicos, sintonias.”

LIVRO 10

Lágrimas de Sal – Pietro Bartolo / Lidia Tilotta

“Este livro pretende ser simplesmente um testemunho. Preto no branco, sem filtros ou adoçantes.”

Comprei o livro em Portugal – ainda não vi em livrarias no Brasil – e foi uma leitura absurdamente chocante e surpreendente, pois fala de um tema bastante atual: os refugiados da guerra da Síria.

“Não podemos impedir que as pessoas fujam. Mas, sim, podemos decidir o nível de bondade e humanidade com que as tratamos.” (Antônio Guterres)

O livro relata o impressionante testemunho do médico Pietro Bartolo, que dedicou sua vida para salvar e acolher milhares de migrantes que desembarcaram na ilha italiana de Lampedusa.

“Corria o ano de 2011. Estávamos em plena Primavera Árabe, mas para nós a Primavera não chegara. Apesar de ser março estava muito frio em Lampedusa. Em poucos dias, desembarcaram mais de sete mil migrantes.”

As histórias são comoventes, de dor e esperança, e as mesmas são entrelaçadas com a história pessoal do médico, que doou sua vida para fazer o bem, além de prestar seu serviço profissional como médico, ele acolhe de coração, escuta, batalha pelo bem dessas pessoas tão sofridas.

“uma das minhas preocupações é não possuir os instrumentos para curar as feridas da alma”

Leio muito sobre Auschwitz, e após ler este livro tive a certeza que atualmente a crueldade humana ainda impera, em “modernos” e “disfarçados” (disfarçados?) campos de concentração.

“As prisões líbias são os novos campos de concentração. As condições em que viajam no deserto e no mar não são muito diferentes das dos deportados nos comboios da morte. E quem hoje quer erigir muitos e rechaçar os refugiados não se comporta de forma muito diferente dos colaboradores de Hitler”

Muitas passagens são chocantes, muitas vezes parei a leitura, suspirei, chorei, e prossegui. É forte, é real, é a realidade atual.

“Com a luz da lanterna, iluminei o piso e deparei com uma imagem atroz e horripilante. O chão estava coberto de corpos. Todos muitos novos. Uma cena de fazer gelar o sangue, horror puro. Nus, uns em cima dos outros, alguns pareciam abraçados. Não podia crer que fosse real. As paredes do porão estavam arranhadas e a escorrer sangue. E os dedos daqueles pobres jovens já não tinham unhas. Parecia-me um dos círculos do inferno de Dante.”

 Toda a história foi gravada no documentário emocionante Fuocoammare (Fogo no Mar), de Gianfranco Rosi, vencedor do Urso de Ouro do Festival de Cinema de Berlim em 2016.

Assistam ao Trailer –  Fogo No Mar – Trailer – e irão compreender ainda mais tudo que relatei. 
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“uma das minhas preocupações é não possuir os instrumentos para curar as feridas da alma”

“quem desempenha a profissão de médico sem aceitar também os seus riscos mais vale desistir. Não há atalhos, temos de ter grande lucidez para decidir como intervir e, tomada a decisão, não voltar atrás.”

“Não há nada pior do que ser médico entre médicos e sentirmos-nos impotentes enquanto a nossa filha sofre e não recupera.”

 

                            E vamos LER!

Carol Steinmuller

 

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O MENINO DE PIJAMA

Belíssima, poética e encantadora resenha do livro “O Menino de Pijama” elaborada por Félix Araújo Filho, advogado consagrado, jurista respeitado, acima de tudo, amante da literatura e dos livros.

“O Menino De Pijama”: A liberdade de sonhar juntos
                                Félix Araujo Filho*
 
Esta é uma história de sobreposição de sonho e realidade, escrita a quatro mãos. Filho e pai – Gabriel Thel Steinmuller Farias e Thélio Queiroz de Farias – fundem-se num mesmo hemisfério ficcional e se fazem um para vivenciar, imaginar e narrar o que, numa manhã de verão, eclode, surpreende, emociona e os leva àquelas dimensões que só interessam a quem não recusa a fascinante experiência da criação. “O menino de Pijama” nasce, pois, da liberdade de sonhar juntos.
 
No livro, um menino acorda e, de pijama, resolver aventurar-se na praia. A vestimenta, conquanto inadequada ao ambiente real, adéqua-se a outras coordenadas do encontrar-se, do descobrir-se. O pijama, portanto, protagoniza um elemento referencial de antagonismo à convencionalidade. É base para o desenvolvimento do enredo a sugerir, de algum modo, rompimento com o formalismo nímio que, até entre siris e sargaços, não se contém e se pronuncia para prescrever normas inservíveis.
   
O pijama, como o próprio personagem/autor explica, “para não interromper os sonhos”, presta-se não só para dormir, mas para não acordar. É a indumentária de transgredir o comum para prosseguir sonhando e navegar nos seus sonhos. Este, aliás, o primordial compromisso com o fazer literário ficcional, que em Gabriel Thel Steinmuller Farias parece despertar bem cedo, alvorejando à beira beira-mar, entre ondas matinais e espumas brancas em que sorriem cristais de sol. Nesse mister, o jovem escritor mostra-se indiferente aos que não sabem sobre os outros que sonham. Decidido, projeta-se no menino de pijama e flutua, “de roupa e tudo”, na sua fração de mar para então mergulhar nas artes da palavra. Sem embaraços  ou hesitações, livre, fiel ao seu tempo e experimentações, dialoga com catedrais de areia, azuis atlânticos, ardilosos vendedores de picolé, madames com suas insolências dominicais e outras acidentalidades comuns à costa tropical de um valioso universo criativo.   
 
A Thélio Queiroz de Farias coube, por assim dizer, o encalço estenográfico da sucessão das cenas protagonizadas por Gabriel, de modo a possibilitar fossem convertidas em páginas de uma manhã. É certo que capturou tudo com a caneta paternal. Entretanto, fê-lo ao rigor de uma visada serena e equidistante entre o narrador/observador e o objeto da narrativa, acentuando impressões segundo seletivas e mediadoras intervenções no corpo textual. A Gabriel deve-se a centralidade da obra que ele compõe percorrendo, alternadamente, as faces do triedro realidade-representação-criação, com a espontaneidade lúdica de suas aspirações e mediante a sobreimpressão personagem/autor.
 
Assim, compreende-se a tessitura compartilhada dos componentes temático e formais da narrativa em foco. E aqui, há que se dar uma nota muito especial: a que confere méritos à tutela consciente e construtiva do estímulo literário àqueles cujas asas, embora ainda no ninho, já ruflam prognósticos para os altos voos.
 
“O menino de Pijama” não é um livro sobre folguedos feriais. É – isto sim! – uma primorosa, alegre e sutil reflexão sobre o quanto nos pode enternecer a beleza em volta. Fala-se, aqui, da beleza que, de súbito, contagia e, indelével, invade a alma com a luz de certa aurora arrebatadora, mas que só se absorve e compreende quando a perspectiva dos sentidos é o horizonte da liberdade de ser. É como molhar-se de pijama; como ir para além dos padrões e fazer dessa liberdade a vestimenta de despertar irreverentemente feliz. É um livro para infâncias totalizadas em almas que as têm ou que ainda poderão tê-las.
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* Advogado  e  professor

VENDAS: Envie um e-mail para livros_e_leitura@hotmail.com OU deixe um comentário com seu e-mail que entraremos em contato OU  vendas na Livraria Nobel da Cidade de Campina Grande.

Em breve também teremos vendas através da internet.

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LEITURAS AGOSTO 2016

Olá leitores! E já passamos da metade do ano, como o tempo voa…

Eis minhas resenhas do mês de agosto, teve história verídica, quadrinhos, biografia, romance, contos, religião.

Leitura preferida do mês: Filhas de Eva – Martha Mendonça.

 

LIVRO 38

Chocante e forte, palavras que definem o livro. Tristeza, revolta e comoção, sentimentos que senti ao finalizar o livro.

Trata-se da história verídica de uma mulher de fibra, que apesar de ter sido aprisionada e abusada sexualmente, buscou forças para sobreviver.

O livro narra sem pudor os detalhes horrendos que Yasmeena passou. Um livro triste e muito bem escrito.

Uma leitura impactante. Gosto de livros baseados em fatos verídicos.

Gif livro

“A história real que estão prestes a ler não é para quem tem coração fraco. Entretanto, para permanecer autêntica a esta importante história, e ir além das manchetes e estatísticas e despertar a consciência sobre o que realmente acontece com mulheres mantidas como escravas sexuais, é essencial incluir os detalhes demolidoramente verídicos e pormenorizados que me foram relatadas pelas mulheres raptadas.”

“A vida costuma ser repleta de arrependimentos, mas não podemos mudar o passado, então, sigamos em frente.”

 

LIVRO 39

Amo quadrinhos e adoro a genialidade de Verissimo.

Leitura leve e divertida, e a edição é belíssima.

Adorei.

LIVRO 40

Sempre recomendo leituras em quadrinhos que narram sobre importantes personagens mundiais. Sou fã dessa coleção, como comprei em Portugal está intitulada “Chamo-me…”, no entanto no Brasil o nome da coleção é: “Meu nome é…” da Publifolha.

Uma maneira divertida e leve de aprender sobre grandes personalidades.

Leonardo da Vinci, Marco Polo, Einstein, Mandela, Vicent Van Gogh são alguns nomes da coleção.

Recomendo para crianças, jovens e adultos.

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“Olá, o meu nome é Nelson Mandela e nasci em 1918, em Mzevo, na África do Sul. Vi e fiz muitas coisas durante minha longa vida, mas toda a gente me conhece por ter passado mais de vinte e sete anos na prisão por defender a igualdade entre negros e brancos do meu país.”

LIVRO 41

Ultimamente tenho criado muita expectativa com os livros de Harlan Coben, esse foi um dos que me arrastei na leitura, levei quase três meses para finalizar. Achei muito cansativo, não me empolguei.

Já li livros excelentes do escritor, porém,  “Que Falta Você Me Faz” terminei praticamente por obrigação. Tenho essa mania – errada – de me obrigar a finalizar um livro.

Recomendo “Não Conte a Ninguém” e “Desaparecido Para Sempre” de Harlan Coben.

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“Segundo Holmes, nunca devemos teorizar antes de termos os fatos nas mão, porque assim corremos o risco de distorcer os fatos para que eles se encaixem na teoria, em vez de distorcer a teoria para que ela se encaixe nos fatos.”

 

LIVRO 42

Uma das minhas melhores leituras de 2016, sem sombra de dúvidas.

Martha Mendonça sabe manusear as palavras sabiamente. São contos belos e curtos. Devorei rápido o livro, e ao final fiquei com gosto de quero mais.

Conheci a escritora através do livro “Canalha, substantivo feminino”, aproveito para recomendar, é  excelente e engraçado.

“Filhas de Eva” é sublime e encantador.

Gif livro

“Claro que ela duvidava. Julgava por si mesma – e não é assim que sempre fazemos: julgamos os outros pela forma como nós mesmos sentimos e agimos?”

“Nunca mais beijo sem paixão, flor sem perfume, desejo contido ou falso perdão. Nunca mais valores caducos, regras retrógradas, amor sem tesão ou viver sem razão”

“Porque não banir o irreversível da minha vida? – indagou, já de costas para o espelho. Suavizar certezas. Enaltecer dúvidas, usá-las a seu favor.”

“Insistir só vale a pena quando há uma recompensa no final, seja ela qual for.”

LIVRO 43

 Depois que comecei a ler os livros do Padre Fábio de Melo não parei mais.
 Ele possui o dom de transmitir emoções na sua escrita. Sempre me acrescenta e me faz refletir, sobre situações, relações e sentimentos.

Gif livro

“Meu corpo é moderno, mas minha alma é antiga. Meu corpo é afeito às pressas, agendas, compromissos, ao passo que minha alma grita e reclama desejosa calmaria”

“Por isso eu faço questão de manter viva a criança que trago em mim. É dela que extraio a criatividade com que lido com o mundo. Nunca permiti que ela crescesse, eu a mantenho sob tutela”

E VAMOS continuar LENDO!

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Dica de Livro Infantil

 TROMBA TROMBA – David McKee

 

Sou uma grande fã e admiradora de obras infantis, tenho dois filhos, hoje já crescidos ( 17 e 12 anos ) e sempre que os presenteava com livros, amava ler junto. Até hoje leio e releio livros infantis.

Sempre me perguntam: você recomenda para qual idade? e minha resposta é: para todas as idades! Se a criança for bem pequena, nada mais delicioso do que ler junto, mostrando as ilustrações e despertando sua imaginação e o gosto pela leitura, se já for alfabetizada, a criança pode se deliciar curtindo cada palavrinha, e sendo uma criança “crescida” – meu caso – irá ler e fazer uma interpretação com outros olhos.

 

 

“Tromba Tromba” é uma lúdica história infantil.

O livro fala sobre elefantes pretos e elefantes brancos, os mesmos amavam todos os animais,mas se odiavam. Os elefantes pacifistas de todos os lados (brancos e pretos) vão viver no fundo da selva e os outros se matam mutuamente. Após muito tempo, aparecem os elefantes cinzas. A história é simples e singela, como todos os bons livros, e nos faz pensar nos humanos e seus preconceitos de cor, raça, religião etc. É um livro que nos deixa uma lição: “viva a diferença!”

Li e Recomendo. Uma linda obra que transmite uma grande lição.

 

Site da Editora

http://www.zahar.com.br/pequenazahar

 

 

Carol Steinmuller

Reading:

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LEITURAS JUNHO 2016

LIVRO 29

Ler Saramago é sempre um desafio, começando pela maneira que ele escreve: sem parágrafos, sem travessão, com pouca pontuação, ou seja, de um fôlego só.

Cansada de ser detestada pela humanidade a morte resolve fazer greve, abandona seu cajado e determina: “ninguém morre” e observa as consequências de tamanha ousadia.

Durante o período da ‘cessação” da morte surgem vários problemas políticos, religiosos, éticos, morais, crise nas funerárias, nas companhias de seguros e até na igreja.

“Se acabasse a morte não poderia haver ressurreição, e não havendo ressurreição, então não teria sentido haver igreja.”

É um desenrolar bastante reflexivo, repleto de discussões morais.

“As pessoas dizem coisas à toa, lançam palavras à aventura e não lhes passa pela cabeça pensar nas consequências.”

Houve um momento da leitura que achei cansativa, abandonei um pouco, depois retornei e consegui finalizar. Gostei bastante da parte que a morte demonstra um lado “humano”, onde deixa transparecer seus sentimentos.

Não achei uma leitura fácil, é densa. Porém ,sempre tenho uma ótima sensação após finalizar livros de Saramago.

LIVRO 30

 

Ainda não li o tão famoso”Livro do Desassossego”, está na minha infindável lista.

Com esta leitura senti o gostinho maravilhoso das belas e encantadoras palavras do grande poeta Fernando Pessoa.

Dispensa comentários e apresentações, Fernando Pessoa é simplesmente INCRÍVEL e GENIAL.

Comprei o livro em Portugal, na casa de Fernando Pessoa, não sei se no Brasil lançaram uma edição. :/

LIVRO 31

 

Quem tem filhos, sobrinhos, primos, ou quem convive com crianças se encanta com os diálogos pra lá de sinceros e engraçados dos pequenos.

Uma mãe – Silvana de Oliveira – resolveu eternizar de uma belíssima maneira as “faladas” de sua peculiar Sofia.

Uma leitura leve, engraçada e encantadora. É possível ler em menos de uma hora, pois cada “falada” nos deixa mais curiosos em saber as próximas respostas da esperta Sofia.

Além das frases o livro possui belíssimas ilustrações, tornando ainda mais prazerosa a leitura.

Ao final ainda traz um espaço convidando os leitores para anotarem as “faladas” de crianças, seja filho, primo, sobrinho, enfim, uma bela maneira de alertar todos para anotarem e eternizarem as pérolas das crianças, que estão cada dia mais incríveis.

Além do ótimo conteúdo, o livro possui três opções de cores de capa, achei muito criativo.

Aprovadíssimo.

www.facebook.com/faladasdesofia

instagram @faladasdesofia

 

LIVRO 32

De imediato fiquei encantada com a belíssima capa, é um trabalho espantosamente belo! Uma sobrecapa com a cor verde água com texturas.

Gostei da forma que os poemas são apresentados: do jeito que foram enviados para impressão, com os erros e rabiscos.

Finalizei com gostinho de quero mais.

Amo poemas e poesias. Uma leitura fácil e muito rápida, li em vinte minutos.

 

LIVRO 33

 

Chocante, forte, comovente, REAL . Se não gosta de leituras com detalhes tristes e fortes não leia.

Eu sou alucinada por livros que narram histórias verídicas, sinto necessidade desse tipo de leitura, pois fico me colocando no lugar da pessoa, da família, e me envolvo com os sentimentos e sofrimentos da vítima.

Trata-se da narração do longo sequestro de duas meninas que passaram 10 (DEZ!) anos em cativeiro. O livro aborda a versão de Amanda e Gina, e descreve detalhes do horror que essas duas jovens sofreram durante longos anos. Tiveram sua juventude roubada, foram maltratadas, sofreram, porém como grande guerreiras SOBREVIVERAM para contar.

Li e adorei. Recomendo

 

E VAMOS LER!

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Book do Dia : A Balada de Adam Henry

 

O mais novo livro do britânico Ian McEwan: A Balada de Adam Henry.

A personagem principal é a Juíza Fiona Maye, do Tribunal de Família de Londres, envolta de casos complexos e conflitos entre religião e direito, que, ao mesmo tempo, enfrenta um casamento em declínio.

Assim, Fiona é um personagem que usa sua racionalidade para organizar a vida alheia — mas que não consegue resolver seus próprios conflitos. No caso que dá tema ao livro, entra em conflito a vontade de um hospital de fazer transfusão, e a vontade dele e dos pais no sentido de não autorizar, com base na convicção religiosa (eles são Testemunhas de Jeová). Numa virada da trama, a juíza vai a um quarto de hospital encontrar Adam Henry a fim de clarear seu julgamento sobre o caso. Nesse encontro, ela recita um poema de W. B. Yeats para o jovem, que a partir daquilo começa a questionar suas crenças e depois compõe uma balada — daí o título do romance. O debate no Tribunal, os casos jurídicos e o desenrolar da trama, tornam a leitura do empolgante.

O livro foi aclamado da seguinte forma pelo Washington Post: “Um romance notável de um dos maiores escritores da atualidade”.

 

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LEITURAS MARÇO e ABRIL

Eu tardo, mas não falho. Finalmente elaborei minhas - curtas - resenhas.

LIVRO 15

 

Um livro intrigante, revela notícias surreais, daquelas que você lê e dúvida que realmente aconteceram, mas sim, o livro todo é baseado em fatos verídicos.

Achei uma leitura interessante, muitos relatos engraçados e outros inacreditáveis.

 

LIVRO 16

 

O primeiro livro que li de Antonio Prata ganhei de uma grande amiga de infância, devorei em minutos, o livro chama-se “Nu, de Botas” (recomendo). Após a leitura virei fã do escritor.

Felizes Quase Sempre foi o vencedor na categoria infantil da 55ª edição do Prêmio Jabuti.

“A gente tem que parar de ser feliz para sempre! Se não tiver uma infelicidadezinha de vez em quando, a vida perde a graça” 

O livro vai além da clássica frase “e foram felizes para sempre” e demonstra de forma bem humorada pequenas “infelicidades” cotidianas que acontecem com todo mundo. No enredo o escritor resgata personagens como: Cinderela, Branca de Neve, os sete anões, dentre outros. As ilustrações são lindas. O livro é recomendado para crianças, mas digo e repito: amo livros infantis e recomendo para todas as idades.

Adorei a leve e divertida leitura.

LIVRO 17

 

Adoro livros de crônicas, sempre que passeio pela livraria procuro livros do gênero.

O que me atrai é que posso ler pequenas crônicas quando estou com pouco tempo sem atrapalhar o enredo. Não conhecia o lado de Fernanda Torres como escritora, gostei.

O livro trata de temas como cinema, teatro, família e assuntos do cotidianos.

 

LIVRO 18

 

Desde de sua nomeação o Papa Francisco me inspira.

Seu semblante, suas atitudes, sua imagem serena e seu coração demasiadamente humano e caridoso.

Um livro para refletir, e aprender com os ensinamentos do nosso tão amado e admirado Papa.

Excelente leitura.

Ps: O livro foi um presente, tornou minha leitura mais especial ainda.

 

LIVRO 19

 

Conheci o escritor moçambicano através do livro “O Fio das Missangas” (recomendo!), fiquei encantada com a leveza e a poesia que ele traspassa nas palavras.

Adoro sua escrita, seu vocabulário, sua maneira de “escrevinhar”. Ele é peculiar, exclusivo e inimitável.

Estórias abensonhadas é um livro de pequenos contos, leitura fácil e rápida.

Pretendo ler toda obra do escritor.

Trechos que grifei:Gif livro

“afinal, só erra quem pode escolher”

“O sempre lhe era pouco e o tudo insuficiente”

“A dúvida, sabemos, é a inveja de não nos suceder a nós as impossíveis surpresas”

“para meio entendedor duas palavras não bastam”

“eu tenho medo de mulher. E você não tem? Tem, bem que eu sei. As ideias delas nascem num lugar que está fora do pensamento.”

LIVRO 20

 

Mais um estilo literário que me fascina: histórias verídicas.

O livro narra a saga de uma repórter parisiense que investiga as redes de recrutamento de grupos terroristas. Ela criou um perfil falso no Facebook, se passando por garota ingênua.

No início demorei um pouco para engatar na leitura, depois foi melhorando. Achei que o contato seria pessoal, porém o contato dela foi todo feito através de redes sociais, apesar de que ela “vestiu a camisa” e utilizou de disfarces para não ser descoberta, pois a investigação com o tempo se tornou bastante perigosa.

O livro é um testemunho de como as redes sociais: Facebook, Skype, Youtube, podem – e são – utilizadas como armas, unindo e recrutando pessoas do mundo inteiro exercendo um poder através do terrorismo digital.

Um tema interessante, o livro trata com detalhes de como a organização jihadista funciona.

 

LIVRO 21

Finalmente li um livro do Padre Fábio de Melo. Já assisti vídeos e shows, e li alguns trechos na internet, porém o meu primeiro contato com seu lado literário foi através deste livro.

O tema abordado é “o sequestro da subjetividade”, uma expressão referente à privação que algumas pessoas sofrem quando estabelecem vínculos afetivos com algumas pessoas.

Um livro que me acrescentou.

Um livro que eleva sua alma, que enriquece seu conhecimento, que te faz parar para pensar. A linguagem é simples, direita e construtiva.

Li e recomendo muito. Para quem gosta de textos reflexivos é uma excelente opção.

Trechos que grifei:Gif livro

“Todo livro precisa nos desafiar, incomodar. É assim que crescemos.”

“As relações simbólicas – aquelas que nos permitem crescer e superar nossos limites porque são capazes de estabelecer pontes que nos permitem travessias – “

“Antes de ser comunidade, o ser humano é pessoal, particular, reservado, privado…Junta-se aos outros para compor o todo, mas não deixa de ser o que é”

“O amor talvez seja isso. Encontro de partes que se complementam, porque se respeitam”

LIVRO 22

 

Mais um livro relatando uma história verídica: a tragédia do Bateau Mouche ocorrida no Rio de Janeiro. Já tinha lido algo sobre o ocorrido, porém não sabia dos detalhes.

A tragédia ocorreu em 1989, cerca de 150 pessoas saíram da enseada de Botafogo a bordo do Bateau Mouche IV em direção à praia de Copacabana para assistir aos fogos de artifício. No caminho, o barco naufragou, matando mais de cinquenta pessoas. Decisões equivocadas, negligência e falta de fiscalização foram alguns dos motivos que levaram o Bateau ao seu trágico destino. O número de mortos só não foi maior porque um iate e uma traineira conseguiram salvar quase cem náufragos.”

Ivan Sant’Anna escreve muito bem, os capítulos são pequenos, não são cansativos.

Foi uma excelente leitura. Fiquei com o gostinho de “quero ler mais” livros de Ivan Sant’anna

 

Uffa! Fiz ótimas leituras, como podem observar foram vários gêneros literários e várias descobertas de escritores que eu não conhecia. E vamos LER!

Carol